O mais ambicioso projeto do coletivo Lab Moda, a Semana de Moda de Curitiba, chegou à sua terceira edição com surpreendente melhoria em sua estrutura e organização. O Memorial de Curitiba deixou de abrigar o evento, que mudou-se para o vão do Museu Oscar Niemeyer levando consigo uma iluminação um pouco melhor, diferente disposição dos stands de participantes e patrocinadores e, o mais importante na minha opinião, estrutura organizada de comunicação e mídia com um espacinho ixperto para cobertura de imprensa em tempo real. Não, não fiquei lá de plantão atualizando tudo em tempo real (ah, jura?), mas é muito bom saber que essa opotunidade existe (beijo Dani Brito!).
Achei boa a ideia de dividir o salão de eventos do museu em dois espaços, backstage/imprensa e passarela 1, mas a inexistência da passarela 2 ainda me deixou um pouco chateada. Afinal, aquele era só mais um espaço de circulação (e de sentação pq era onde tinha pufes pra sentar) que de repente virava uma passarela na beira da qual fotógrafos se amontoavam de qualquer jeito. Se bem que fotógrafos sempre se amontoam, parece que faz parte da natureza da profissão.
Sobre o público - criançada. E não digo isso de maneira pejorativa (ok, só um pouquinho) porque é nos meios mais jovens que a criatividade fervilha. Ou ao menos deveria. Mas não é segredo que não tenho paciência com mini fashionistas nem blogueiras menores de idade, certo?
Julia, de 11 anos, estava cobrindo a SMCwb para seu blog. Obrigada, Tavi Gevinson.
Sobre os desfiles - não, não assisti a todos. Fui a alguns, outros acompanhei pelo
facebook do evento e devo confessar que bem que queria ter visto pessoalmente os desfiles das figurinhas carimbadas da SMCwb,
Chocolateria e
Novo Louvre. Acabei perdendo também a estreia da lindinha Jessie
Perseke na passarela 2, mas pelo que pude ver a repercussão não poderia ter sido melhor.
Queria ter visto: Novo Louvre, Chocolateria e Perseke. Imagens: LAB Moda.
Amei o desfile da
Soraya da Piedade. Porque moda é comunicação e as criações dela expressam com muita clareza suas ideias, intenções e a leitura que a estilista faz das tendências sempre faz as coisas parecerem melhores. E eu amo tudo que é minimalista.
Cocch equilibrou de um jeito sofisticado a alfaiataria, transparências e paetês (essas são 3 palavras mágicas para mim), tudo lindo e nada surpreendente. E da passarela 2 salvo o desfile
O Mundo a Vapor pq steampunk é algo meio inédito por essas bandas, e embora todas as peças tivessem uma puta cara de cosplay, tudo sempre pode melhorar. Mas acho que o público não entendeu a proposta do desfile, afinal Curitiba ainda não está pronta pra nada oriundo do underground.
Gostei: Cocch, Soraya da Piedade e O Mundo a Vapor. Imagens: LAB Moda.
A
Beatnik surpreendeu a mim e a todo mundo. O desfile que tinha tudo pra passar batido (afinal quem
se importa gosta de desfile de acessórios?) acabou virando assunto graças à participação performática de vários atores que invadiram a passarela em demonstrações de amor e ódio, gay e hétero. Pelo jeito conseguiram chocar, porque vários sites deixaram de comentar o desfile como um todo.
Os produtos ficaram em segundo plano no desfile da Beatnik. Imagem publicada no facebook da marca.
Assisti a mais alguns desfiles no sábado, algumas outras atrações mas nada que tenha me chamado a atenção. Pra não dizer que sou chata, gostei muito do make de caveira da
ErreNove e fiquei orgulhosa ao saber que quem fez foi o querido
Jonatha Ribas, makeup artist da MAC.
Maquiador e os maquiados - achei Herchcovitch, achei Zombie Boy. Foto de Wellington Scapullare.
Essa edição da SMCwb teve algumas pequenas surpresas, e embora conserve o ritmo dos eventos anteriores, é interessante ver como o evento cresce e se estrutura diante dos olhos de quem se dispõe a acompanhá-lo. Que fique cada vez melhor!
A cobertura completa do evento está disponível no
Facebook do LAB Moda e no site da
Semana de Moda de Curitiba.